Covid-19 impacto nas Filarmónicas

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O Região do Zêzere continua a olhar para a cultura de Ferreira do Zêzere e a constatar que a pandemia está a ter repercussões a nível financeiro, a nível social e principalmente a nível cultural.

Também as Bandas Filarmónicas estão a viver momentos únicos da sua história. Sem aulas nas escolas de música e sem ensaios e com comissões de festas a cancelarem contratos de Verão, uma dos principais fontes de receita para o resto do ano.

O Região do Zêzere questionou as Direções da Sociedade Filarmónica Ferreirense e Associação Recreativa Filarmónica Frazoeirense  sobre o impacto que a pandemia  está a ter nas suas atividades.

A Sociedade Filarmónica Ferreirense, tal como todas as associações culturais deste concelho, teve a sua actividade interrompida pela pandemia Covid-19, nomeadamente ensaios, escola de música e actuações. Os prejuízos do corrente ano serão todos os resultantes das receitas de festas e eventos, restando-nos apenas a receita de quotas e subsídios, nomeadamente o subsídio da Câmara Municipal que nos permitirá colmatar algumas dessas despesas, como o pagamento dos professores, seguros e impostos de carrinhas, água, luz, etc. Mas estamos convictos que conseguiremos superar estas adversidades com a força de todos os nossos amigos e elementos que, apesar desta falta de actividade, mantém de certa forma o convívio numa vertente mais digital, celebrando assim a paixão pela música que nos une.
A Presidente
Dulce Figueiredo

A Associação Recreativa e Filarmónica Frazoeirense encerrou em março todas as atividades da Associação, a Academia de Música, a Banda Filarmónica, Grupo de Teatro e Grupo Coral. Este encerramento colocou em casa cerca de 100 pessoas, na sua maioria jovens que ficaram impedidos de participar.
Quanto a atuações/serviços da banda e grupo coral, na generalidade já foram cancelados. Começou pela Via Sacra “ Uma Vela a Jesus” em que foram cancelados os concertos do grupo coral e a Via Sacra propriamente dita. Já deixámos de desejar as Boas Festas aos sócios, que ocorre normalmente nos três domingos depois da Páscoa, à saída das missas e Lares de todo o concelho e que era uma fonte de receita para a Associação.
Quanto a festas religiosas em que a Filarmónica participaria e para as quais já estava contratada, pelo desenrolar do acontecimentos e pelos contatos que temos tido, prevê-se que este ano nenhuma será realizada.
Prevemos ter neste ano quebras de receita na ordem dos 13.000€, o que vai fazer com que as dificuldades financeiras se agudizem, pois este tipo de Associações sobrevive dos serviços efetuados nas festas de verão, no entanto, fruto de uma boa gestão e do apoio mensal por parte da Câmara Municipal vamos fazer com que o impacto seja o menor possível.
Outra grande preocupação é o impedimento em fazermos os habituais ensaios e aulas da Academia de Música, o que poderá fazer que se perca um pouco do nível artístico, no entanto, o Maestro e Professores de música estão a trabalhar no assunto de forma a minimizar esta questão.
A ansiedade nos alunos da Academia de Música, nos elementos da Banda, do Grupo de Teatro e Grupo Coral é enorme, sentem a falta dos ensaios e não mais importante, a convivência semanal.

O Presidente
Carlos Sousa

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