Bombeiros pedem demissão do Comandante

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O Região do Zêzere recebeu um email de um alegado abaixo assinado em nome de 2/3 dos Bombeiros Da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere.

O documento enviado não tem assinaturas, mas a Direção afirmou ao Região do Zêzere que é verdadeiro e que tem o nome de 33 Bombeiros.

O Comandante Mário Ferreira, contactado pelo Região do Zêzere referiu que desconhece quem são os Bombeiros e os motivos expressos neste documento. Sabe que tem um processo disciplinar instaurado e que terá assim forma de se poder defender. Irá reagir em breve.

O email refere o seguinte:

“Serve o presente para lhe dar conhecimento que foi recebido ontem pelo Presidente do órgão diretivo da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere, um manifesto de abaixo assinado, em plena reunião ordinária do órgão, sendo este a manifestação do descontentamento, nas atitudes consequentes e comportamentos tidos por parte do Sr. Comandante Mário Ferreira, na qual é feita a exigência imediata da sua demissão.

Neste documento, representativo da vontade de mais de 2/3 do corpo ativo desta Associação, é expressa a intenção de procederem à entrega dos capacetes, como atitude de alerta às entidades que tutelam a organização operacional dos Corpos de Bombeiros, com a solicitação de medidas de intervenção urgentes e imediatas por parte deste órgão diretivo, de modo a prevenir o arrastar da presente situação, que poderá originar a destruição e bloqueio do Corpo de Bombeiros e Associação.

Assim, estes elementos expressam, e passamos a citar, o seguinte:

“Os Abaixo assinados, tendo em conta a manifesta falta de confiança no Sr. Comandante do Corpo de Bombeiros Mário Ferreira por parte dos elementos do Corpo de Bombeiros, verificado que foi a incompetência por inacção do mesmo em Situação Pandémica e o incumprimento por parte do mesmo dos Protocolos em vigor emitidos pela DGS, INEM, ANEPC, Gabinete Municipal de Protecção Civil e da própria Associação, ouvido que foi o Corpo de Bombeiros em reunião com os Órgãos Sociais e o Comando, verificada que está a ausência de cadeia de comando, de falta de informação por parte do Sr. Comandante a este corpo, das perseguições a que somos sujeitos por parte do mesmo e da falta de envolvimento profissional com o mesmo (como ficou presente e bem nas reunião que o mesmo teve com os Chefes de Serviço), atenta a retirada (por édito) de Confiança ao Sr. Comandante por parte do Órgão Directivo da AHBVFZ, vem pela presente requerer a este órgão a imediata demissão do Sr. Comandante Mário Ferreira, por manifesta falta de formação e competência do mesmo, colocando em causa a operacionalidade deste corpo de bombeiros, sobretudo na fase critica que se aproxima. Evidentes que são as mais variadas ilegalidades e omissões no desempenho da sua função, e não tendo o Sr. Comandante a confiança que do Órgão Directivo, quer deste Corpo, informa-mos que, à falta de demissão do mesmo, não teremos outra hipótese que a entrega imediata dos capacetes pela nossa parte.”

Pretendem assim desmistificar as condutas e alegações do Sr. Comandante Mário Ferreira, considerando existir por parte deste, omissões, perseguições, mentiras e falta de competência, quer a nível operacional, quer enquanto líder nas funções que desempenha.

Estes factos foram já objeto de alerta efetuado anteriormente por este órgão, pautando por uma ação no imediato, com sentido de responsabilidade e tomada de posição na intervenção disciplinar de exoneração das suas funções de Comandante na pessoa do Sr. Mario Ferreira.

O órgão diretivo solicitou, no imediato, aos interlocutores, algum tempo, de forma a serem tomadas as diligências necessárias para os devidos efeitos, defendendo assim os interesses da Associação, e de forma a manterem a responsabilidade de garantirem a continuidade na missão de servirem o nosso CB.

Mais se informa que este documento de manifesto de abaixo assinado se encontra na posse do Sr. Presidente da Direção, tendo a entrega do mesmo sido registado em ata do órgão, e do qual será dado conhecimento imediato a todos os órgãos da AHBVFZ.

Devem contactar o email direcao@bv-ferreiradozezere.pt ou 249 361 170

Com os melhores cumprimentos

Manuel Alcobia”

1 COMENTÁRIO

  1. Estranhamente, após ter lido este discurso, dum órgão maximo da Direcção, (em modo de “carta aberta”) certamente no intuito de ser lida pelos munícipes, e/ou sócios dos bombeiros, é de lamentar, não saber expressar-se correctamente na nossa língua mater.
    Adianto, que esse pequeno/grande pormenor, é tão crucial para a credibilidade de cada um de nós, quanto os factos aqui expostos – possua-se ou não, cursos académicos…

    Pode ler-se então, já quase no final, no 4 parágrafo o seguinte :
    …. “informa-mos que, à falta da demissão do mesmo”…
    Em português correcto, o verbo “informar” está aqui conjugado no Presente do Indicativo, na 1a. pessoa do plural.
    Logo, devia ler-se “Informamos” . (não existindo qualquer traço de união).
    E antes que se especule a respeito deste meu reparo, inform, que não conheço o Comandante (demissionário) nem tão pouco a Direcção ou o Presidente da Instituição em exercício. – de todo, não pactuo com guerrilhas internas, ou tricas do “diz que disse” ou que vença o melhor.
    Limito-me a apreciar factos ou falhas crassas como esta, ou…
    mau grado, outras bem piores, por parte de alguns elementos do corpo de bombeiros, que, não reunindo a educação necessaria, como também a solidariedade e competência, (que deveria nortear toda uma equipa), me “obrigaram” a desistir mensalmente dos serviços que vinha usufruindo de tão ilustre Organismo.

    E para que não restem dúvidas, sempre fiz questão de reclamar/queixar (por tão grosseiras falhas), quer fosse por contacto telefónico, quer por escrito.
    O discurso que me foi “dedicado” como resposta, nem sempre foi o mais correcto, elegante até, mas ao invés evidenciando alguma altivez e também em tom ameaçador, “iriam repensar, se continuariam a prestar-me os serviços de que necessitava” e outras frases do género, não desvalorizando os assuntos que referi. Doutras vezes, nem resposta obtive – fosse por contacto telefónico, ou por escrito.
    Sempre pensei que, Instituições como esta, recebessem cursos de formação, onde se inserissem os mais básicos Códigos de Conduta, já que nem todos os receberam de berço. Nesta vertente, qualquer carta, ofício, postal, mail, etc que se receba, deve OBRIGATORIAMENTE de ter resposta.

    E foi pelo facto de me sentir cansada, de ser alvo de incompetência generalizada, ausência de humanidade até, que tomei a decisão de dar a conhecer à médica que acompanhava o meu caso em Tomar, não mais ir às consultas de vigilância, excepto quando uma amiga – nalguma das suas folgas na profissão – estivesse disposta em me acompanhar.
    Este é um testemunho vivo, e a lamentar, como se pode ler – sendo que, tanto o Comandante da Corporação, como a Direcção (e seu Presidente) estavam todos em exercício de funções.
    Subscrevo-me,
    Maria Marques.

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