Domingo

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No tempo de Jesus, a lepra equivalia á morte. Curar um leproso equivalia a dar a vida a um morto. O Evangelho de S. Mateus, neste Sexto Domingo do Tempo Comum, narra-nos a cura de um leproso que transgredindo as normas da lei, aproximou-se de Jesus e pediu-lhe para ser curado. Jesus estendeu-lhe a mão , tocou-lhe e respondeu-lhe; “ Quero, fica limpo”. Jesus nunca teve medo de ser contaminado , sempre se aproximou dos sofredores. Também os discípulos de Jesus somos chamados a tornar visível o mestre na nossa sociedade, aproximando-nos de todos os excluídos, fazendo-lhes sentir a beleza do amor que Deus tem por eles , pois só o amor recupera e refaz. 


Senhor, na nossa sociedade ainda permanecem certas formas de descriminação, como teus discípulos somos chamados à solidariedade e ao encontro. Fortalece-nos para que aceitemos partir e ir até quem precisa. Como Jesus que sentiu grande compaixão pelo leproso e o levou com a sua proximidade a violar a lei da marginalização, também nós seus discípulos somos convidados a ir ao encontro de todos os que esperam pela humanização da sociedade. Senhor, fortalece a nossa vontade de comunhão pela proximidade a quem está só.


D. Francisco Senra Coelho


In: Rádio Renascença

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